METZELER GANHA A "ISLE OF MAN TT 2019"

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Em sua Kawasaki Ninja ZX-10RR utilizando pneus METZELER RACETEC™ RR , o piloto Dean Harrisson cruzou a linha de chegada na primeira posição em 7 de junho no Dunlop Senior TT, a mais prestigiada corrida da Isle of Man TT, com uma impressionante vantagem de 53 segundos em relação ao segundo lugar, Peter Hickman. 

Após sete anos de colaboração bem-sucedida entre Harrisson e METZELER - com vitórias em todas as outras classes da Isle of Man TT - chegou a vez de subir no pódio da categoria principal. Dean Harrisson é um dos pilotos mais jovens a vencer a corrida, aos 30 anos.

A vitória é o fechamento com chave de ouro de uma semana em que a marca METZELER voou alto, com a conquista de 8 pódios graças a performance de Dean Harrisson, James Hillier, Michael Dunlop e Jamie Coward.

Os excelentes resultados demonstram os altos padrões de desempenho e tecnologia de ponta agregada pela METZELER na elaboração de sua linha de pneus.

#VempraFernandes conhecer os pneus campeões!

CARROS PRECISAM DE CUIDADOS ESPECIAIS NO INVERNO; VEJA DICAS

Fonte: Garagem 360

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Para evitar surpresas em meio a temperaturas baixas de inverno, e deixar a manutenção do veículo em dia, o motorista deve ficar atento ao funcionamento de alguns itens importantes como bateria, pneus, palhetas, ar condicionado e partida no motor. Segundo Gerson Burin, coordenador técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária da Mapfre (Cesvi Brasil) essa atenção especial aos componentes do carro pode fazer a diferença no seu desempenho mecânico e elétrico.

Em períodos de inverno, os motoristas podem ter problemas antes mesmo de sair de casa para o trabalho ao tentarem dar a partida no carro. “A persistência em tentar fazer o veículo ‘pegar’ pode provocar a descarga mais rápida da bateria, pois é justamente nesses períodos que elas são mais exigidas. Como consequência, há mais trocas do item pelo desgaste provocado pelas tentativas de partida até o motor funcionar”, explica o especialista.

Outra dica importante está relacionada aos aditivos e óleos utilizados pelo motorista, que na maioria das vezes, esquece de olhar o que está indicado no manual do proprietário. “Em temperaturas baixas, os aditivos do carro têm uma função extremamente importante que é de evitar a corrosão de várias partes do sistema de arrefecimento. Com o frio, é indicado que o motorista use um óleo lubrificante menos viscoso recomendado pelo manual do proprietário, pois eles facilitam a lubrificação nos primeiros momentos de funcionamento do motor”, comenta.

Confira dicas para evitar problemas com o carro no inverno:

1. Gasolina no reservatório de partida a frio – em carros bicombustível ou a álcool existe o reservatório de partida a frio para o motor. Mantenha esse reservatório cheio com gasolina, preferencialmente aditivada, para garantir uma partida mais rápida sem consumir demais a bateria do veículo.

2. Pneus – verifique a pressão de cada um dos pneus de acordo com a calibragem recomendada pelo fabricante no manual do veículo e lembre-se de fazer a verificação sempre com o pneu frio.

3. Ar-condicionado – crie o hábito de limpar e substituir o filtro do ar-condicionado para retirar todos os contaminantes externos, acumulados ao longo tempo. Não existe um prazo de quilômetros rodados aconselhado para a troca do filtro, por isso é importante procurar um mecânico de confiança.

4. Luzes e palhetas – avalie e verifique o funcionamento correto das luzes traseiras, lâmpadas de sinalização, luzes de freio, faróis, luzes de condução e também das palhetas que ajudam na visibilidade do veículo.

5. Preservando o motor – Evite acelerações com rotações muito altas logo ao dar a partida no motor. O correto é de que ele atinja a temperatura ideal de trabalho para garantir a lubrificação eficiente em todo o sistema seu sistema.

#VempraFernandes verificar os pneus do seu veiculo.

FISCALIZAÇÃO DE MOTOS NA MARGINAL PINHEIROS COMEÇA NESTA QUINTA-FEIRA

Fonte: Motociclismo Online 

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A fiscalização da circulação de motos na pista expressa da Marginal Pinheiros, sentido rodovia Castello Branco, começa nesta quinta-feira, dia 20 de junho.

Motocicletas estão proibidas de circular por lá desde 20 de maio, mas até então a Prefeitura adotou um período de adequação por 30 dias, sem aplicação de multas. Porém, esse prazo chegou ao fim, e quem descumprir será autuado por infração média, recebendo 4 pontos na CNH e multa no valor de R$ 130,16.

O trecho da pista expressa da Marginal Pinheiros em que a circulação de motos é vetada começa na Ponte Transamérica e vai até a região da Ponte Fepasa, onde se encontra com outra zona de proibição, essa na pista expressa da Marginal Tietê, sentido rodovia Ayrton Senna.

A fiscalização será feita por agentes de trânsito da CET, policiais militares do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) e por equipamentos de fiscalização eletrônica (radares fixos e portáteis do tipo pistola).

De acordo com a CET, a medida tem como objetivo o resguardo à vida e a proteção dos motociclistas, já que a regulamentação da velocidade máxima na pista local varia entre 50km/h e 60km/h, enquanto na expressa, a velocidade regulamentada é de 90km/h para veículos leves.

Fotos: Prefeitura de São Paulo/Divulgação

6 LUGARES PARA IR NO FERIADO EM SP

Fonte: Prefiro Viajar

Enfim o inverno chegou, é hora de tirar os casacos do armário e pegar a estrada para explorar os lugares para ir no frio em SP. Separei uma listinha dos melhores destinos para você curtir o friozinho em meio as montanhas, boa comida, um vinhozinho e com aquela companhia especial.  Com direito a festival gastronômico, rota dos vinhos, esportes radicais, muita natureza e até um parque para esquiar.

1. Cunha

Esta pequena cidade no interior de São Paulo possui como marca registrada seus belos campos de lavanda. Certamente é um dos lugares para ir no frio em São Paulo sobretudo por ser uma região montanhosa com paisagens bucólicas e pousadas charmosas. Além disso, durante o mês do julho, a grande atração é o Festival de Inverno “Acordes na Serra” ( 30/06 a 29/07, somente nos fins de semana), presente na região há duas décadas. O evento conta com exposições, shows e concertos.

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  • Onde ficar: Pousada Seriema e Camping, Pousada Plátanos, Biroska Caipira, Pousada Alejandro
  • Onde ir: Parque Estadual da Serra do Mar, Pedra da Macela, campos de lavanda, comprar cerâmica nos ateliês locais
  • Onde comer: Fazenda Aracatu, Melhor Hora, D’O Gnomo

2. Campos do Jordão

Com arquitetura no estilo alpino, Campos do Jordão é um dos principais lugares para ir no frio em São Paulo. Refúgio principalmente dos paulistanos quando as temperaturas caem, é na pequena cidade que acontece um dos maiores festivais de inverno da América Latina, em julho (30/06 a 29/07).

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  • Onde que fazer: Palácio Boa Vista, Tour Cervejaria Baden Baden, Morro do Elefante, Vila Capivari, Amantikir e Borboletário. 
  • Onde ficar: Pousada Moderna, Hotel Vila Regina, Terrazza Hotel e Hotel Golden Park Campos
  • Onde comer:  Ludwig, Fondue Mezzanino, Davos, Chocolate Montanhês e Vila Chã.

3. Holambra

Um pequeno pedaço da Holanda está a 135 km da capital de São Paulo. O município também é conhecido como “Cidade das Flores” e além disso pela arquitetura e gastronomia típica dos Países Baixos. O destaque fica com as plantações floridas, que dão origem a Expoflora, provavelmente a maior exposição de flores ornamentais da América Latina.

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  • O que fazer: Passeio das Flores, Museu Histórico e Cultural de Holambra, Moinho Povos Unidos. 
  • Onde ficar: Shellter Hotel, Rancho da Cachaça Pousada e Restaurante, Villa de Holanda Parque Hotel 
  • Onde comer: The Old Dutch, Martin Holandesa e Casa Bela

4. São Bento do Sapucaí

Em meio à Serra da Mantiqueira, a charmosa São Bento do Sapucaí atrai principalmente amantes da natureza, que buscam na serra um refúgio silencioso e tranquilo. Perto de São Paulo a apenas 185 km, a cidade tem como vizinha a badalada Campos de Jordão e a igualmente tranquila Santo Antônio do Pinhal.

A Pedra do Baú, por exemplo, é um dos pontos procurados por aventureiros. Por isso o local é ideal para saltos de paraglider, escaladas, além de caminhadas e mountain-bike. Para quem não quer se aventurar, com certeza vale chegar ao topo de carro a fim de apenas contemplar as belezas da Serra da Mantiqueira.

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  • Onde ficar: Pousada Villa Sao Bento, Hospedaria Aconchego, Pousada Flor de Ipe, Pousada Nasa, Hospedaria Vida na Roça
  • Onde ir: Pedra do Baú, comprar artesanatos no Ditinho Joana, Capelinha em Mosaico, Cinema Paradiso
  • Onde comer: Sabor da Serra, Sabor com Arte, Taipa Restaurante

5. Santo Antônio do Pinhal

Em plena Serra da Mantiqueira, Santo Antônio do Pinhal fica a 170 km da capital paulista.  Um de seus atrativos é o Jardim dos Pinhais, que reúne plantas de diversos países em oito jardins temáticos. Além disso, na temporada de inverno, a cidade fica cheia durante a feira de artesanato ( de 06 a 08 de julho) e a festa da orquídea (06 a 28 de julho).

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  • Onde ficar: Pousada Recanto das Orquideas, Pousada Venezia , Pousada Familia, Rancho Zig Zag
  • Onde ir: Cachoeira do Lageado, Boulevard Araucária, Jardim dos Pinhais Ecco Parque, Passeio de Trem até Campos do Jordão
  • Onde comer: Picanha e Pasta, Donna Pinha, Eisland, Camponesa

6. São Roque

A cidade de São Roque fica a apenas 66 km de São Paulo e tem roteiros para todos, por isso é um dos  melhores lugares para ir no frio em São Paulo. Indicado para os amantes do vinho e da gastronomia, a Rota do Vinho, por exemplo, possui 10 km de extensão e mais de 31 estabelecimentos que são divididos em 3 estradas.

O Ski Mountain Park, é uma espécie de mini estação de esqui em meio às montanhas, ideal para crianças e adultos. Por lá, é possível praticar esqui e snowboard, além de tobogã, teleférico, arvorismo, torre de alpinismo e muito mais.

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  • Onde ficar: Chalezinhos São Roque, Aconchego no Campo, Catarina
  • Onde ir: Estação Ferroviária de São Roque, Morro do Cruzeiro, Igreja Matriz, Sítio Santo Antônio
  • Onde comer: Quinta do Olivardo, Cantina Tia Lina, Vila Don Patto

Não se esqueça de passar na Casa Fernandes Pneus e checar os pneus antes de pegar a estrada! 😉 #VempraFernandes

ROTEIRO AVENTURA: TERRA À VISTA!

Fonte: Moto Adventure

A bordo de uma BMW R 1200 GS, o aventureiro Decio Macedo percorreu 6.344 km em 12 dias, encantando-se com as belezas do nordeste brasileiro

TEXTO E FOTOS: DECIO MACEDO

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A frase que mais tenho ouvido ultimamente é: “Você é louco?”. Na verdade, em nenhum instante pensei que estivesse fazendo alguma loucura – ao contrário! A viagem que planejei parecia ser muito simples, se comparada a outras que acompanhei por meio da Revista Moto Adventure.  

Estou acostumado a pilotar motos esportivas e tenho o hábito de fazer track days e passear com amigos nas regiões de Morungaba, Amparo e Serra Negra, no interior de São Paulo. Em 2018, tomei a decisão de vender minha motocicleta esportiva e comprar uma Big Trail. No meio em que vivo – entre reuniões com colegas de trabalho, sempre discutindo assuntos relacionados à área de Tecnologia da Informação –, quase ninguém costuma planejar viagens como. Meus planos eram compartilhados com minha esposa e filhos, todos já crescidos, sendo que um deles acabaria participando deste projeto em determinado momento da jornada. Imerso nesse ambiente corporativo – muitas vezes, angustiante –, chegar em casa após um dia “pesado” de trabalho, olhar o calendário e constatar que eu estaria na estrada no dia seguinte fez meu coração disparar!

A ideia era sair de Jundiaí (SP), cruzar a reserva do Xingu e chegar ao Pará. Foi assim que montei o roteiro. No primeiro dia, saí de Jundiaí em direção a Santa Fé do Sul (SP) – divisa com o Mato Grosso do Sul – em um trajeto de 598 km, sendo que a maior parte do percurso foi realizada à noite.  No dia seguinte, o plano era chegar a Espigão do Leste, no norte de Mato Grosso. Porém, só durante a viagem descobri que o asfalto terminava 100 km antes de chegar ao destino. O sol já se punha quando acabou o asfalto! Percebi que a moto derrapava muito e decidi murchar os pneus para melhorar a estabilidade. No trajeto, já à noite, assustei-me com uma anta cruzando o meu caminho. A partir daí, passei a notar muitos animais silvestres mortos na beira da estrada – tatus, tamanduás, seriemas etc. – e fiquei mais atento.

Cheguei a Espigão do Leste por volta das 20h, depois de percorrer, naquele dia, 1.204 km, sendo que 100 km foram de terra. Dormi em um hotel de beira de estrada. Não existia asfalto por ali e, no dia seguinte, quando fui abastecer, descobri que a gasolina custava R$ 5,60 o litro. Meu próximo destino seria São José do Xingu, a 100 km de onde eu estava, em um percurso feito inteirinho por estrada de terra. Cheguei lá por volta das 09h, abasteci a moto e perguntei quantos quilômetros teria de percorrer para chegar ao asfalto. Foi quando descobri que eu teria mais 280 km de terra pela frente!

“PERRENGUES” ACONTECEM…

Vinte e cinco quilômetros depois, após ter saído de São José do Xingu, de repente, caí em um buraco. A pancada foi forte, mas não me derrubou. O painel, porém, indicava que a pressão do pneu caia constantemente. Chequei a moto e notei que a roda dianteira estava severamente amassada. Decidi retornar a São José do Xingu, já pensando que, com isso, a viagem havia terminado. Na cidade, encontrei uma borracharia. Com um pedaço de madeira e uma marreta, tentamos resolver o problema na base do improviso, já que seria um milagre encontrar uma roda de BMW por ali.

Depois de jogar detergente na roda, o borracheiro constatou que não havia vazamento algum. Animado, retomei meus planos, calibrando o pneu, enchendo o tanque e voltando à estrada. Mais adiante, comecei a cruzar a reserva do Rio Xingu e atravessei o rio de balsa, admirando uma paisagem deslumbrante em uma região pouco povoada. Rio extenso, de águas calmas e esverdeadas. O governo deu a balsa para os índios, que a operam cobrando uma taxa de R$ 50,00 para as motos.  

Resolvi tirar uma foto da máquina. Curiosamente, um índio que estava por ali, ao perceber que saíra na foto, cobrou-me R$ 10,00 por ela! Descendo da balsa, peguei novamente alguns quilômetros de terra, até conseguir chegar a uma venda à beira da estrada. Reparei que meu pneu estava murchando de novo, ainda que lentamente. Mais adiante, encontrei uma vendinha, onde saciei minha sede – fazia um calor e tanto! Lá dentro, três pessoas assistiam à final da Copa do Mundo, disputada entre França e Croácia.

Perguntei se havia alguma borracharia nas redondezas. Sem tirar o olho da TV, o dono do bar respondeu que eu teria que rodar 70 km para encontrar uma – e caso meu pneu murchasse de vez, eu poderia pedir ajuda para algum caminhoneiro, pois eles tinham compressores para enchê-lo. E lá fui eu, no meio do nada, em plena reserva do Xingu, sob um calor de 34 graus, em busca da borracharia, enquanto o mundo parava para ver a final da Copa!

Encontrei uma borracharia ao lado de um boteco – os dois estabelecimentos eram administrados pela mesma família. Fui convidado por eles para almoçar e aceitei na hora! Parte da aventura era justamente interagir com as pessoas da região e conhecer o cotidiano de brasileiros que vivem em lugares distantes do país.  Agradecido, me despedi de meus anfitriões e percorri aproximadamente 40 km até chegar a uma estrada asfaltada na cidade de Matupá (MT).

Por causa da roda amassada, minha moto vibrava muito. O pneu também estava perdendo pressão. Decidi manter o roteiro original apontando para o norte e ir para Castelo dos Sonhos (PA), passando pela Serra do Cachimbo. Na pequena cidade, encontrei uma lanchonete, onde matei a fome e puxei conversa com um senhor que estava ao meu lado. Reparei que, de vez em quando, ele esfregava as costelas, visivelmente incomodado. Perguntei a razão daquilo e ele me contou uma história de arrepiar os cabelos: o homem fora baleado recentemente. “A gente não pode permitir que um sujeito bata na filha da gente, não é? Dei um jeito nele. Agora, não está mais aqui para contar a história. Mas o diacho é que ele me feriu”! Eu vivenciava a realidade de um dos rincões mais esquecidos do Brasil, muito diferente do meu cotidiano.

QUE VENHA SINOP!

No dia seguinte, ao amanhecer, eu planejava partir rumo à cidade de Sinop (PA) – seriam 442 km até lá. Mas decidi mudar o roteiro e esticar até Cuiabá (MT), ou seja, fiz 920 km em um dia. Durante o trajeto, tive que calibrar o pneu umas cinco vezes, já que ele vazava. Cheguei à noitinha, exausto, e fui para o Getúllio Hotel, pretendendo dormir até o dia clarear, quando poderia ir atrás do conserto da roda. Eu tinha um bom motivo para me preocupar, já que havia combinado de encontrar meu filho no aeroporto de Cuiabá. Ele viria de avião para compartilhar parte da viagem comigo. Foram dois dias para comprar as peças e consertar a moto.

Feito isto, relaxei e fui ao encontro do meu filho. Pegamos a estrada juntos até a Chapada dos Guimarães e, mais tarde, nos hospedamos na Pousada Cambará, que era um pouco afastada do “centrinho” da cidade. Visitamos o Parque da Chapada e tomamos um banho de cachoeira. Depois, fomos conhecer a cachoeira do “Véu da Noiva”, formada pelo Rio Coxipó e com 86 metros de queda livre, para, em seguida, admirarmos o pôr-do-sol no “Mirante Alto do Céu”, considerado um dos três pontos mais bonitos do país para a ocasião. Dali, temos uma vista completa de Cuiabá. Fizemos nossos passeios e uma boa refeição à noite. Eu tinha planos de conhecer ainda mais os arredores na manhã seguinte – até descobrir que faltava um raio na roda traseira da moto!

Precisei retornar a Cuiabá para resolver o problema. Só depois seguimos na direção de Bonito (MS). Eu e meu filho percorremos 563 km da Chapada dos Guimarães até São Gabriel do Oeste (MS). Dormimos em um hotel de beira de estrada e, no dia seguinte, andamos 449 km até Bonito. Chegamos por volta das 13h e nos hospedamos na Eco Pousada Villa Verde. Entre os passeios que fizemos por lá, destaco o “Buraco das Araras”, considerada a maior “dolina” da América Latina, com 127 m de profundidade e 500 m de diâmetro. Avistamos uma grande concentração de araras vermelhas nos paredões rochosos e avermelhados, formando pares e construindo ninhos.

No dia seguinte, fizemos um passeio de flutuação pelo Rio Sucuri. Vimos a nascente do rio e suas águas translúcidas, que refletem uma cor meio azulada, onde existem diversas espécies de peixes. Para chegar lá, foi preciso entrar em uma fazenda (propriedade privada). Todos esses passeios são pagos e feitos com guias e devem ser reservados com antecedência. A 8 km de Bonito, é possível visitar a gruta de São Mateus. Ao lado dela, há um pequeno museu (Kadiwéu) com animais típicos da região, empalhados, além de objetos que remetem à história da região. À noite, fomos conhecer o aquário da cidade. Deixamos para o último dia a visita à Lagoa Misteriosa, com suas águas cristalinas e seus mais de 220 m de profundidade. Mergulhei e pude sentir sua aprazível temperatura de 22 graus.

Encerrei o passeio com um jantar especial: pirarucu ensopado, no simpático restaurante “Casa do João”, lugar com uma bela decoração e uma lojinha de artesanato com produtos típicos. Na manhã seguinte, me despedi de meu filho, deixando-o no aeroporto de Bonito. Dali, parti sozinho, apontando a proa para Jundiaí e percorrendo 1.176 km até chegar em casa. No total rodei 6.344 km em 12 dias. Compartilhando essa experiência com meus colegas de trabalho e outras pessoas não acostumadas com viagens de motos, fui chamado de louco por ter atravessado a reserva do Xingu completamente sozinho. Louco, eu? Sim – por motos! Mal posso esperar por minha próxima viagem!

Antes de pegar estrada lembre-se de dar um check nos pneus! #VempraFernandes